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NOVA METODOLOGIA DE COMBATE AO MOSQUITO DA DENGUE


Araputanga Inova no Combate ao Mosquito: Equipe de Vigilância em Saúde Recebe Treinamento na Metodologia de Ovitrampas

Por Allison Santana Loiola (Assessor de Comunicação)

NOVA METODOLOGIA DE COMBATE AO MOSQUITO DA DENGUE

A Prefeitura de Araputanga, por meio de sua equipe de Vigilância em Saúde, está dando um passo decisivo no controle das arboviroses. Os profissionais estão passando por um treinamento especializado na nova metodologia de Ovitrampas, uma estratégia de vigilância entomológica recomendada pelo Ministério da Saúde para o monitoramento do mosquito Aedes aegypti. Confira no vídeo acima a entrevista com Sandro Luiz Netto, Biólogo da Secretaria de Estado de Saúde do Mato Grosso.

A Importância da Nova Metodologia

A vigilância e o controle do Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, Zika e chikungunya, são prioridades de saúde pública. As ovitrampas destacam-se como ferramentas eficazes para identificar a introdução do mosquito em áreas novas e monitorar a densidade populacional onde ele já está presente.

Esta tecnologia é considerada de baixo custo e alta sensibilidade, funcionando bem até mesmo em períodos de baixa infestação. Além disso, os dados coletados permitem avaliar a resistência dos mosquitos aos inseticidas utilizados, possibilitando que o poder público planeje ações mais precisas e direcione recursos para os locais de maior risco.

Entenda Como Funciona a Ovitrampa

Diferente das vistorias tradicionais que buscam larvas, a ovitrampa é desenhada para atrair as fêmeas do mosquito que estão prontas para botar ovos. A metodologia detalhada consiste em:

  • A Armadilha: É utilizado um vaso plástico preto de aproximadamente 1 litro. Em seu interior, são colocados 300ml de água limpa misturada a um atrativo (solução de levedo de cerveja a 0,04%) para estimular a postura dos ovos.
  • A Palheta: Uma palheta de madeira (tipo Eucatex) é presa na borda do vaso com um clipe. O lado áspero da madeira fica voltado para dentro, facilitando a fixação dos ovos pela fêmea.
  • Instalação e Coleta: As armadilhas são instaladas no peridomicílio (entorno das casas), em locais protegidos do sol e da chuva, a uma altura máxima recomendada entre 80cm e 150cm. Após cerca de cinco dias, o agente de saúde recolhe a palheta e a encaminha para análise em laboratório.
  • Análise de Dados: No laboratório, técnicos utilizam microscópios para contar os ovos. Com esses números, calculam-se índices como o de Positividade (IPO) e de Densidade de Ovos (IDO), gerando mapas em tempo real que mostram onde o combate deve ser intensificado.

O Apoio da População é Fundamental

Para que essa mudança tecnológica traga resultados reais para Araputanga, a colaboração de cada morador é essencial. O controle vetorial é uma responsabilidade coletiva que não se restringe apenas aos profissionais de saúde.

Como você pode ajudar:

  1. Permita a instalação: Os agentes precisam do seu consentimento para colocar a armadilha em seu quintal.
  2. Não mexa na armadilha: As ovitrampas são identificadas com etiquetas e não devem ser movidas, esvaziadas ou manuseadas até o dia da coleta.
  3. Mantenha os cuidados: A instalação da armadilha não substitui a necessidade de eliminar pratos de vasos, tampar caixas d'água e descartar lixo corretamente.

Com a implementação das ovitrampas e o apoio da sociedade, Araputanga reforça seu cinturão de proteção contra as doenças transmitidas pelo mosquito, utilizando ciência e dados para garantir uma cidade mais segura para todos.

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